Todos os dias o homem que nasceu há muito chega à praça assim que o sol espreguiça.

Então, elas surgem. São muitas. Pombas de todos os tamanhos, se lançam à alegria, quando aquela boa alma espalha migalhas pelo chão.

Estamos a caminho da escola e minha filha diz – “Lá está o velhinho de novo alimentando as pombas.”

Pergunto a ela, que do carro assiste à cena  –  por que ele faz isso?
– Por que ele precisa de uma família para tomar café da manhã.

Foto: Solidão ©Mariana Granado, Lisboa, 2015. 

 

One Reply to “Solidão”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: