Estive em Manaus na adolescência em férias com meu pai
e minha mãe. Tenho algumas lembranças como das ruas do Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Naquele dia meninos brincavam de queima jogando laranjas uns nos outros -, e riam, riam muito.
A felicidade é um bem- te -vi cantando em meio a algazarra desmesurada dos abutres.
Mas o fato é que fiquei com a impressão que só agora fui a Manaus conhecê-la – com Nael e Domingas. Eles não me sabem a presença enquanto enamoram-se do partir do sol à beira do Rio Negro. Estou hospedada na casa de Halim.
Pobre afogado nas águas do rio Estige. Prisioneiro da luta visceral de amor e ódio entre os dois irmãos. A discórdia furtada à luz em busca da chama crepitante da adoração. O olhar sagrado da mãe.

(Foto da casa de Zana onde me hospedei nesse final de semana para reencontrar Manaus. Dois irmãos. Milton Hataoum)

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