Nasci no interior do estado onde os arcanjos tocam flauta doce sobre o jequitibá-rosa nas noites de domingo. Quem aqui vive por certo já os ouviu no alto das horas tocando a suave melodia. Impossível transmitir com exatidão esse átimo.
Há um momento máximo – quando os anjos enternecidos pela beleza do encontro – e entregues ao esquecimento da labuta terrena sopram as notas da (com)paixão.
Desse regozijo surge o hálito mais sublime. O silêncio. O sereno.
Essa quietação lírica produz um tinido que os ouvidos não reconhecem, mas, prontamente, as luzes da alma se acendem. À claridade desperta a criança de outrora – , que enquanto brincava à sombra dos ipês
encontrava a mão para segurar.
Os músicos acenam, se entreolham, recolhem as flautas Já podem repousar.

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