As duas mãos equilibristas tentavam não derramar tudo aquilo – bolsa, papéis, boletos, celular. Os cabelos pareciam tê- la abandonado de pouco em pouco, e os que restaram, leais, brilhavam prateados.
Na porta de um banco falava ao telefone. Acalmava, guiava, orientava a alguém que do outro lado da linha precisava ser ajudado a pensar – a ter cabeça. Um suspiro apiedado dessa labuta socorreu-a.
(In)cansável senhora adulta.

(do caderno – Cenas órfãs em busca de uma mãe)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: