A Bruxa Salomé e a intuição

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(Um conto sobre uma forma de experiência essencial.
Profunda.
A intuição.
Para Christopher Bollas – psicanalista americano – a intuição é antes de tudo um árduo trabalho mental de conhecimento da realidade)

Antes de sair de casa para ir ao vilarejo comprar mantimentos, a mãe alertou aos sete filhos que não abrissem
a porta para ninguém.
Em hipótese alguma.
A cuca andava pelo bosque.
Mas,
as crianças curiosas e ingênuas atenderam ao pedido de alguém que bateu à janela implorando por um pouquinho de brasa para acender o cachimbo.
Abriram a porta.
Lá estava a Bruxa Salomé.
Ela transformou cada criança num prato para o almoço.
Iria devora-las todas.
Quando a mãe regressou encontrou Salomé sentada à mesa diante do banquete.
A mãe suplicou clemência.
A feiticeira concedeu à mãe uma única chance.
Ela deveria adivinhar o prato que correspondia a cada criança.
Um único erro seria fatal . Não haveria perdão.
A mãe não hesitou.
Olhou corajosa para seus filhos transformados em ceia,
inspirou toda a intuição que dormitava no fundo dos pulmões. Exasperada acordou-a.
Expirou com fúria.
Disse um a um o nome de cada criança enquanto indicava com as mãos o prato correspondente.
Para sua alegria o feitiço foi se desfazendo e os filhos se libertando da vilania de Salomé.

Ilustração: A bruxa Salomé . Don Wood w Audrey Wood

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